Ela nunca foi de recitar amor para os outros, sempre
preferiu demonstrar, o amor pra ela não é uma ação, e sim o mais raro dos
sentimentos. Não precisa de textões no facebook ou outdoors com declarações, só
precisa de um abraço para fazer o movimento de rotação e translação da Terra
parar, é só aquela pessoa aparecer que seu olhar rouba o brilho das estrelas,
ou simplesmente os sorrisos que competem com as melhores melodias já
inventadas.
Ela ainda usufrui do amor clichê, bem feijão com arroz, do
tipo que não tem emoções hollywoodianas, mas consegue ser tão sinceros quanto o
romance da vida real.Com tantos obstáculos, mas com bastante vontade de que no
fim do dia o orgulho vá embora e deixe apenas a saudade de ter aquela pessoa do
seu lado.
Não que ela seja contra as declarações de amor e as cenas
românticas de novela do horário nobre, mas acha melhor ler o amor nas
entrelinhas dos gestos sinceros, das metáforas carinhosas do que interpretar a
sua semântica em algum texto roubado no google.
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